quarta-feira, março 23, 2005

Short notes (1)





When I was 18, (1967) the democratic militants against the dictatorship of Salazar heralded the example of Egas Moniz as a national hero mistreated by the fascist regime. The image of Egas Moniz had been appropriated by the democrats trying to show that the highest exponents of culture, art and science, were supporters of the democratic camp. It stroked me deeply and I promised my self to do something in order to understand how could it be possible. Following the political description I figured an isolated scientist developing a hard work in an unfavourable environment. His successful work increased my curiosity. In spite of all the difficulties he had reached, the main goal that every scientist could aspire: to see his work recognized and applauded all around the world.

3 comentários:

K.B. disse...

Na verdade, o sucesso de Egas Moniz, num meio tão hostil à investigação, é um fenómeno intrigante. Mas, lembro-me que quando apresentei a comunicação The Sientific Travels of Egas Moniz (1884-1955), em que defendia uma perspectiva semelhante, um investigador sueco objectou, argumentando que o êxito de Moniz se deveria a um "arranjo" da Academia...não sei se por influência de interesses norte-americanos No entanto, não explicou exactamente porquê. Mesmo admitindo tal facto, Egas Moniz já era uma figura de renome mundial, antes do Nobel.

Manuel Correia disse...

Li o seu texto Scientific Travels of Egas Moniz e gostei. Estava na altura a trabalhar uma comunicação para o encontro de Coimbra (2002) Rotas da Natureza e tive pena de só após a conferência ter tido acesso ao texto integral. Estou de acordo com as ideias que lá defendeu. Quanto ao Nobel, há indícios de que, pelo contrário, Egas Moniz tenha sido prejudicado. Conto em breve dispor de mais pormenores acerca das razões invocadas pelo Comité Nobel para não atribuir o prémio a Egas Moniz aquando das quatro primeiras nomeações.

o ? da Nessi disse...

weel said Mr. Correia. And exquisite English, if I may add.
Mas de facto, o que cá mais me palpita quando penso na pouco comum pertinácia deste senhor em epócas que se viviam, é a visão biocular além fronteiras. Talvez tenha sido um desses (pelo tão fimilar que se me tornou quase o chamava de "camarada" ...!) manos que pensava precisar do reflexo estrangeiro para então poder observar as suas qualidades na integra... imagino ....